
O passado não deve servir de desculpa “esfarrapada” para o presente que enfrentamos. Portugal não deve como não pode voltar a cometer os mesmos erros de outrora, os mesmos que foram cometidos como por exemplo, com os fundos que derivaram da CEE. Os fundos estruturais que nunca serviram para estruturar nada.
A falta de competitividade com consequente quebra de produtividade, só demonstra o quão débil é a actividade económica do nosso país. Conclui-se que as estratégias adoptadas não foram as correctas, e temo muito, que as futuras não serão melhores.
O ponto de partida para este meu desabafo deve-se à temática da Ota. A localização do novo aeroporto português deveria ter sido tratada de uma outra forma, uma menos “corriqueira”, de uma forma que transmitisse segurança, orientação, planeamento, estratégia. Mas não, o discurso que se fez passar para fora, foi o mesmo de sempre, falta de transparência, e acima de tudo, clara falta de visão estratégica.
Ficamos a compreender que o barco vai à deriva, sem rumo, sem porto para ancorar. Mais, ficamos a compreender o “porquê” de não sermos um país competitivo. Temos os instrumentos necessários para que essa realidade seja outra, uma onde o amanhã seja claramente mais positivo.
No entanto, faltam-nos bons líderes, pessoas capazes de mudar, transformar consciências e hábitos. Faltam líderes que incentivem, estimulem, coordenem.
Conclui-se que a localização do novo aeroporto seja mesmo Ota. Porquê? Porque os líderes que temos não erram, são qualificados para o efeito e têm uma cultura bem acima da média dos restantes portugueses.
Errados estamos nós, 10 milhões de portugueses que não querem estudar, que querem melhores hospitais, ordenados justos, resumindo, melhores condições de vida…
Caros amigos e amigas, a verdade é só uma “em terra de cegos quem vê é rei”…